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Os primeiros geradores elétricos foram os eletrostáticos.
 

Demonstração de salão da eletricidade estática. O demonstrador (uma representação do abade Jean Antoine Nollet, a julgar pelo colarinho) ajusta a carga eletrostática aplicada a uma mulher suspensa à meia altura por cabos de seda. (Frontispício de Essai sur lélectricité des corps, de Nollet, Paris, 1746 gravura de R. Brunet. Cortesia da Biblioteca do David M. Stewart Museum, Île Ste.-Hélène, Montreal).
Em 1800, o italiano Alessandro Volta inaugurou uma nova era na geração de eletricidade ao inventar a pilha elétrica constituída por chapas de cobre e zinco separadas por discos de feltro embebidos em ácido sulfúrico diluído.
Enquanto os primeiros geradores transformavam energia mecânica em elétrica, a pilha utilizava a energia química.
A pilha de Volta tem dois elétrodos sólidos mergulhados num líquido, chamado eletrólito. O líquido é ácido sulfúrico em solução aquosa. Nestas condições, desfaz-se a ligação iónica das moléculas de ácido sulfúrico H2 SO4, que se dissociam em dois tipos de iões, o hidrogenião H+ e o sulfatião SO42-. Estes últimos combinam-se com o zinco que constitui um dos elétrodos, originando sulfato de zinco Zn SO4 e libertando dois eletrões por cada molécula. São estes eletrões que constituem a eletricidade gerada e o elétrodo de zinco é o elétrodo negativo. No outro elétrodo (positivo) liberta-se hidrogénio. A força eletromotriz entre os dois elétrodos é cerca de 1 Volt (nome dado em homenagem a Volta).
Depois desta primeira pilha muitas outras surgiram e continuam a surgir, procurando melhorar o funcionamento ou adatar-se a novas necessidades.
Este tipo de gerador é denominado de pilha primária, para o distinguir da pilha secundária ou acumulador. Trata-se de um tipo de gerador eletroquímico que permite produzir corrente contínua, como a pilha primária, mas também a operação inversa,ou seja ser recarregado, o que se torna numa evidente vantagem.
O primeiro acumulador chamado de Planté, era constituído por um eletrólito de ácido sulfúrico diluído e os elétrodos eram duas placas de chumbo, estrutura que ainda hoje se mantém. A força eletromotriz deste acumulador, também chamado de chumbo ou ácido, é de 2 V.
O grande inventor Thomas Edison também criou o seu acumulador, chamado de níquel-ferro (ou NiFe), do nome dos metais constituintes dos elétrodos, sendo o eletrólito alcalino, constituído por uma solução aquosa de hidróxido de potássio. A força eletromotriz deste acumulador é de 1,2 V.
Outro tipo de acumulador semelhante ao de Edison é o acumulador de níquel-cádmio (ou NiCad). A diferença entre os dois é nos elétrodos, que são agora de hidróxido de níquel e hidróxido de cádmio. Estes dois tipos de acumuladores são chamados de alcalinos. Os acumuladores alcalinos são mais robustos e leves que os ácidos, mas estes têm uma força eletromotriz mais estável durante a descarga.
Os acumuladores de chumbo e os de níquel-cádmio têm larga utilização hoje em dia. Algumas aplicações são fixas, como acontece nas centrais telefónicas públicas e as baterias, de grande capacidade, dizem-se estacionárias. Nos automóveis, a bateria é essencial para o arranque. Os acumuladores NiCad apresentam-se nas mais variadas formas, nomeadamente para substituir as vulgares pilhas de 1,5 V (embora a sua f.e.m seja menor) e outras pilhas de pequena dimensão, mas têm surgido nos últimos anos outros acumuladores como os de iões de lítio, que não apresentam o problema de "memória" dos acumuladores NiCad, que impede a sua carga total quando a descarga não foi completa. É fácil encontrar câmaras de vídeo e telemóveis que usam um dos tipos e outros que usam o outro tipo.
Foi nos idos de 1912 que surgiu a ignição por bateria, e os novos veículos registravam grandes melhorias e passavam a vir equipados com a partida elétrica tendo uma fonte de energia (bateria) e uma fonte de produção de corrente (dínamo ou alternador), sendo a luz alimantada pelo próprio sistema elétrico. Este conceito aplica-se até os dias de hoje.
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